sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Italia | Bologna | Basilica di San Petronio


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Basilica di San Petronio - Vista da Torre Asinelli
A Basílica de S. Petrónio é a principal igreja de Bolonha e fica localizada na Piazza Maggiore. É a quinta maior igreja do mundo, podendo acolher 28 000 fiéis.

Basilica di San Petronio - Fachada em obras

A basílica é dedicada a S. Petrónio, santo padroeiro de Bolonha, que foi Bispo de Bolonha no séc. V. A sua construção teve início em 1390.

Basilica di San Petronio - Interior (Créditos: http://www.fotopedia.com/)
É possível observarmos no seu interior um relógio de sol, sob a forma de uma linha meridional, incrustada no pavimento. Esta linha, com 66,8m de comprimento traduz-se no maior relógio de sol do mundo e foi calculada e desenhada pelo astrónomo Giovanni Domenico Cassini.

Basilica di San Petronio - Linha do Meridiano (Créditos: http://www.flickr.com/photos/wordridden/)

Nos últimos anos foram abortados diversos ataques terroristas a esta basílica, que se tornou um alvo dos extremistas islamicos, devido a um fresco do séc. XV, que dizem insultar o Islão. Este fresco, de Giovanni da Modena, representa o Inferno de Dante e retrata Maomé no inferno a ser devorado pelos Demónios. Em 2002 foram presos cinco indivíduos, com ligações à Al-Quaeda, que tinham planeado explodir o edifício. Em 2006 foram descobertos, pela polícia italiana, planos para explodir a igreja, desta vez levados a cabo por terroristas muçulmanos.
Basilica di San Petronio - Fresco de Giovanni da Modena (Créditos: http://neveryetmelted.com/)

Informações úteis

Semana: 9h30/12h30 - 14h30/17h30

Domingos e Feriados: 14h30/17h00

Proibido fotografar

http://www.basilicadisanpetronio.org/

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Italia | Bologna | Garisenda & Asinelli


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O ponto de partida para as atracções de Bolonha é obrigatoriamente o seu símbolo - as duas torres inclinadas. A torre mais alta tem o nome Asinelli, a mais inclinada de Garisenda. São os últimos exemplares das numerosas torres (cerca de 200) que foram construídas pelas famílias nobres da cidade, no século XI.

Torres Garisenda e Asinelli

Torre degli Asinelli

Construída entre 1109 e 1119 por uma família com o mesmo nome, esta torre, com 97m e 500 degraus e uma inclinação de 2,23m, é uma das quatro mais altas de Itália, a seguir às de Cremona, Siena e Veneza. Eu devia ter visto com atenção o quadro que tinham na entrada, com a comparação de altura entre as diversas torres, antes de iniciar a subida...

Torre Asinelli - Ilustração das Torres de Itália
No século XIV a torre passou a pertencer à cidade e a funcionar como uma prisão. A sua base é cercada por uma fortaleza, construída em 1488, para abrigar os soldados que estavam de guarda.  Ao longo dos tempos, a torre, devido à sua altura, foi sofrendo diversos danos causados pela trovoada que provocaram incêndios e desabamentos.

Nos séc. XVII e XVIII foi utilizada pelos cientistas Giovanni Battista Riccioli e Giovanni Battista Guglielmini para estudos experimentais sobre o movimento dos corpos pesados e a rotação da terra.
Durante a II Guerra Mundial foi utilizada como posto de vigia pelos aliados, que desta forma determinavam os locais a atingir pelos bombardeamentos.

Esta torre está aberta ao público, contudo, é desaconselhada a subida a pessoas com problemas cardíacos ou respiratórios. Eu aventurei-me, e é uma experiência única.

Torre Asinelli - Início da subida
Ao subir pensei que se começasse um incêndio ficávamos todos lá dentro.  A estrutura é toda em madeira, quase não há janelas. Uma das advertências em todos os guias é que não deve ser visitada por quem sofra de claustrofobia. Sinceramente, foi a parte que menos me incomodou, de vez em quando lá aparecia uma janela para nos dar ânimo e continuarmos a subir.

Torre Asinelli - Escadas
As escadas são muito estreitas, não se cruzam duas pessoas nos degraus, é necessário aguardar nos pisos intermédios para subir ou descer. Diga-se que até sabem bem os momentos de pausa, porque a subida é realmente violenta.

Torre Asinelli - Escadas
Ao fim de cerca de 500 degraus a recompensa. A vista do topo é magnífica, infelizmente o dia estava chuvoso e as fotos não ficaram tão bem como poderiam ficar. A torre, como fica no centro da cidade, permite uma visão de 360º sobre Bolonha. Dali percebemos, claramente, o porquê de chamarem a Bolonha La Rossa.

Torre Asinelli - Vista do topo
Torre Garisenda

A Torre Garisenda é a mais pequena das duas torres. Um abatimento do solo fez com que se inclina-se cerca de 3m em relação ao solo. É uma visão impressionante, principalmente, quando se vem da Via Zamboni.

Presume-se que a torre tenha sido construída em 1100 pela família Garisenda. Com uma altura inicial de 60m, a torre foi diminuída para os 48m actuais, no séc XIV, devido ao risco de colapso.

Torre Garisenda
Esta torre impressionou Dante que a incluiu na Divina Comédia:


Qual pare a riguardar la Garisenda
sotto 'l chinato, quando un nuvol vada
sovr'essa sí, che ella incontro penda;
tal parve Anteo a me che stava a bada
di vederlo chinare ...
(Dante Alighieri, Divina Commedia, Inferno, XXXI, 136-140)

No séc. XV a torre foi adquirida pelo Arte dei Drappieri que se manteve como único proprietário até esta se ter tornado propriedade municipal no final do séc. XIX.

Informações úteis:
De 1 de março a 5 de novembro: 9:30/19:30 | Última entrada: 18:30
De 6 de novembro a 28 de fevereiro: 9:30/17:45
Preço: €5,00
Site: http://www.duetorribologna.com/

Italia | Bologna | La Rossa



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Conhecida pela massa bolonhesa (Ragu como vou explicar noutro post) e mais recentemente pelo famoso Processo de Bolonha, que revolucionou o ensino superior na Europa. Esta cidade, capital da Emilia-Romanha, localiza-se no centro norte de Itália, e tem cerca de 370 000 habitantes.

Considerada por muitos italianos como a segunda cidade mais bela de itália (a seguir a Veneza), tem um dos maiores e mais bem conservados centros históricos de Itália. Os seus edifícios de tijolo, em tons de vermelho, terracota, laranjas queimados e amarelos quentes fazem com que seja conhecida por La Rossa. O centro da cidade é percorrido por quilómetros de quilómetros de passeios cobertos, conhecidos por pórticos.

A sua universidade é a mais antiga do mundo, e o Archiginnasio foi a sua primeira sede, em 1088. O ex libris da cidade são as torres de Asinelli e Garisenda.

Bolonha - La Rossa - Centro Histórico (visto da Torre Asinelli)
Bolonha é uma cidade onde o turismo de massas ainda não se sente. É, sobretudo, uma cidade universitária, onde se falam muitas línguas, devido à grande afluência de estudantes em ERASMUS. Para mim, o mais marcante nesta cidade é a universidade e os seus alunos.

O aeroporto mais próximo é o Guglielmo Marconi (Bologna) International Airport (IATA: BLQ) (existe outro que algumas companhia aéreas designam como Bolonha, mas que fica bem mais distante da cidade) que fica a poucos minutos do centro. Logo à porta é possível apanhar um autocarro chamado AEROBUS, cujo bilhete custa €6. Se preferirem podem apanhar um taxi, que fica por cerca de €18. Eu fui de autocarro e achei a viagem óptima, o aeroporto é mesmo muito perto da cidade.

Bolonha - La Rossa - Um dos porticos da cidade
O Posto de Turismo foi complicado de encontrar, fica na Piazza Maggiore, de baixo de umas arcadas. O atendimento não prima pela simpatia, pedi um mapa e atiraram-mo, literalmente, nem perguntaram se precisava de indicações. Sem dúvida o pior Posto de Turismo onde já estive.

Para obter mais informações tive de "bisbilhotar" o suporte que tinham em cima do balcão e pegar no que me interessou. O posto de turismo é mesmo muito fraco e tem pouca documentação.

Enquanto lá estive passou-se uma cena caricata, entrou um senhor e perguntou onde ia ser o Festival do Cacau. As senhoras fizeram um ar de espanto (quase de "este tipo é maluco e está a alucinar") e disseram que não havia nenhum festival do cacau. Isto passou, eu saí e fui dar umas voltas pelo centro. Para meu espanto olho para uma montra e havia um grande cartaz a anunciar o Festival do Chocolate para a semana seguinte.

Ao nível de alojamento fiquei no Hotel Interazionale, que recomendo vivamente. O hotel é óptimo, muito central, os empregados super simpáticos e tem um pequeno-almoço de comer e chorar por mais. Bebi o melhor chocolate quente da minha vida (de que falarei no post sob a gastronomia) e o capuccino tinha um ar excelente.

Bolonha - La Rossa - Hotel Internazionale - Fachada 
Bolonha - La Rossa - Hotel Internazionale - Quarto 
Bolonha - La Rossa - Hotel Internazionale - WC 



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Hoje início um novo projeto. Com ele pretendo ajudar quem, como eu, gosta de viajar e de planear, com antecedência o que vai ver, de forma a não perder pitada do destino escolhido.
Pelo meio vou tentar falar de moda, restaurantes, espetáculos, ou outros temas que possam ter interesse para quem lê. Espero que gostem tanto de o ler, como eu gosto de o escrever.